Pular para o conteúdo
Dados e métricas

Métricas certas por objetivo de campanha: guia para não se perder nos números

Cada objetivo de campanha pede um conjunto diferente de métricas. Entenda como escolher o que olhar em Reconhecimento, Tráfego, Leads, E-commerce e outros objetivos sem se afogar em dados.

5 min de leitura
Compartilhar
Capa com um alvo com um dardo no centro e o texto “MÉTRICA CERTA PARA CADA OBJETIVO de campanha.”

Um erro comum de quem está começando (e às vezes de quem já tem anos de estrada) é abrir o relatório de uma campanha de Reconhecimento e cobrar dela o CPA de uma campanha de Leads. Ou olhar o CTR de uma campanha de Vídeo como se fosse o de Tráfego. O número não está errado — a pergunta é que está errada.

Cada objetivo de campanha existe para otimizar um resultado específico, e isso muda completamente quais métricas fazem sentido acompanhar. Misturar tudo numa planilha genérica é a receita para tomar decisões ruins com dados corretos.

Por que o objetivo muda a métrica que importa

Quando você cria uma campanha de Reconhecimento, o algoritmo do Meta está otimizando para alcançar o máximo de pessoas possível dentro do público definido. Ele não está pensando em cliques, nem em conversões. Então cobrar CPA dessa campanha é like cobrar de um zagueiro que ele faça gols: pode até acontecer, mas não é a função dele.

O mesmo vale para Vídeo, Engajamento, Tráfego, Leads, E-commerce, Aplicativo e WhatsApp. Cada um tem uma lógica de otimização diferente, e por consequência, um conjunto de métricas que realmente traduz se a campanha está indo bem ou mal.

Na Blocos, essa separação existe no próprio painel de Análises, organizada em nove abas de objetivo — Geral, Reconhecimento, Vídeo, Engajamento, Tráfego, Leads, E-commerce, Aplicativo e WhatsApp — cada uma filtrando as campanhas pelo objetivo correspondente e mostrando só as métricas que fazem sentido para ele. É uma forma de evitar justamente esse erro de comparar peras com abacaxis.

O que olhar em cada tipo de objetivo

Aqui vai um guia prático, objetivo por objetivo, do que costuma importar de verdade:

Reconhecimento

O foco é alcance e frequência. As perguntas certas são: quantas pessoas diferentes eu alcancei, com que custo, e quantas vezes em média cada uma viu o anúncio. Custo por mil impressões (CPM) importa mais aqui do que em qualquer outro objetivo, porque é literalmente o que você está comprando.

Vídeo

Além do alcance, entra a retenção: quantas pessoas assistiram até 25%, 50%, 75% e 100% do vídeo. Um vídeo com alto custo por visualização completa mas baixa retenção nos primeiros segundos geralmente indica problema de gancho, não de orçamento.

Engajamento

Curtidas, comentários, compartilhamentos e o custo por engajamento. Aqui o cuidado é não confundir engajamento vaidoso com engajamento que gera negócio — vale olhar se esse público depois aparece em outras etapas do funil.

Tráfego

Cliques no link, CTR e custo por clique no link (não custo por clique genérico, que inclui cliques em curtir ou comentar). Se o CTR está saudável mas o custo por clique subiu, o problema costuma estar na concorrência do leilão ou na fadiga do criativo.

Leads

Custo por lead é o número óbvio, mas ele sozinho engana. Vale cruzar com taxa de conversão do formulário e, sempre que possível, com a qualidade desse lead lá na frente — quantos viraram oportunidade real.

E-commerce

ROAS, custo por compra e ticket médio. Aqui a armadilha é olhar só o ROAS da campanha sem considerar a margem do produto: um ROAS de 4 pode ser péssimo negócio se a margem é de 15%.

Aplicativo e WhatsApp

Instalações ou conversas iniciadas, e o custo por essa ação. A métrica secundária que muita gente ignora é o que acontece depois — retenção do app ou taxa de resposta no WhatsApp —, que geralmente vive fora do Ads Manager.

O risco de olhar métrica sem contexto

Outro problema comum: mesmo sabendo qual métrica olhar, não saber se o número é bom ou ruim. Um CPM de R$ 40 é caro ou barato? Depende do nicho, da época do ano, do público. Sem uma referência de direção — se subir é bom ou ruim — e de faixa saudável, o analista fica adivinhando.

Por isso, cada métrica dentro do painel de Análises da Blocos vem com uma explicação: qual a direção esperada, o custo unitário correspondente e um texto dizendo o que aquele número mede, qual o risco por trás dele e em que faixa ele costuma ser considerado saudável. São mais de 60 métricas catalogadas dessa forma, o que ajuda bastante quando você está analisando um objetivo que não é o seu dia a dia.

Não pare na campanha: olhe as quebras

Saber qual métrica olhar por objetivo resolve metade do problema. A outra metade é entender de onde aquele resultado está vindo. Uma campanha de Leads com CPA dentro da meta pode estar escondendo um público que performa mal e outro que performa muito bem — a média some com essa diferença.

Por isso, além da visão geral por objetivo, vale sempre abrir as quebras disponíveis: demográfico, geográfico, criativos e campanhas. É ali que aparece se o problema está no público errado, na praça errada ou no criativo cansado — coisa que a métrica geral, sozinha, não mostra.

Adapte o painel ao seu negócio, não o contrário

Uma última armadilha: usar um painel padrão para todo cliente, independente do que ele vende. Uma agência que atende clínica e e-commerce não deveria olhar os mesmos cartões nos dois casos — a métrica que decide o jogo é diferente.

O ideal é poder escolher quais cartões aparecem, em que ordem, com qual meta e qual comparação, e isso variar por negócio. É assim que o painel de Análises funciona: fica salvo por negócio e por aba, para a equipe inteira trabalhar com a mesma referência, sem recriar do zero toda vez que muda de cliente.

No fim, a diferença entre um relatório confuso e um relatório que gera decisão não está na quantidade de dados — está em saber qual pergunta cada objetivo está respondendo. Se você quer ver esse tipo de organização já pronta, dá para conhecer como funciona em Análises.

Referências

  • Sobre os objetivos de campanha do Meta Ads

Continue lendo

Outros artigos

Veja a sua operação contada com método

Agende uma demonstração. Eu mostro a plataforma funcionando, entendo a sua carteira e, se fizer sentido, a implantação começa com a sua equipe.

Leonardo Araujo · Analista de Marketing